Prepare-se para receber o Espírito de Deus

Não deveríamos nos referir a Pentecostes como “vinda” do Espírito Santo, pois este termo pode causar um equívoco, e nos levar a pensar que o Espírito de Deus veio de qualquer lugar. Devemos nos referir corretamente à Solenidade de Pentecostes como a descida do Espírito Santo. Descida porque o Paráclito veio do alto, e Jesus disse: “Eu irei e enviarei o Paráclito”.

Nesta solenidade devemos lembrar-nos de algumas coisas a respeito da Igreja e o papel real desempenhado por ela em nossas vidas. A Igreja real como Deus pensou é como uma família. A Paróquia é como uma família, e os paroquianos devem ser os filhos espirituais do pároco. Assim como os pais educam e preparam os filhos, o padre é aquele que na Igreja ensina e os prepara para a vida e para certas ocasiões, como esta ocasião solene de Pentecostes.

Vivamos um Pentecostes sem tanta exaltação, mas com recolhimento para sentir mais o Espírito Divino. Pois corremos o risco de fazer muito barulho apenas, sem sentir o significado deste dia. Devemos nos orientar e lembrar onde começou a preparação que nos levaria à Solenidade de Pentecostes.

Na Vigília Pascal acendemos nossas velas no fogo do Círio Pascal. Esta grande vela permaneceu no altar todos os dias, até o dia de Pentecostes. Nós andávamos perdidos nas trevas, e o Círio foi aceso para iluminar as nossas velas, nossas vidas. Somos guiados pelo fogo, o Espírito de Deus age em nós, e a vida sem o Espírito é como a vida de um morto. A Igreja convida seus filhos a acenderem suas velas no Círio Pascal para assim serem renovados pela ação do Espírito Santo. Estamos nos preparando desde a Vigília Pascal para viver cotidianamente com o auxílio do Espírito Santo.

Quando a nossa vela está apagada somos somente uma criatura; mas pelo Batismo somos iluminados pela luz de Deus, para sermos consumidos por Seu poder. Com os Sacramentos estamos comprometidos com Deus para nos gastar até o fim. No final da Solenidade de Pentecostes o Círio é apagado, pois a vela do Espírito está acesa dentro do coração de cada um. O Espírito Santo já está dentro de nós, e devemos estar à disposição dEle.

Na semana que antecede a solenidade também nos preparamos, rezando pela unidade dos cristãos e pela união em prol do mesmo objetivo: de proclamar Jesus como único Senhor. Rezar pela eficácia da Palavra de Deus, pois devemos estar sempre preparados para acolher o Verbo, participar na missa e comungar bem. Rezar pelos que ainda irão crer; a Igreja é mãe e cuida de seus filhos até mesmo antes do nascimento. E rezar também para que sejamos movidos pelo amor de Deus, para abraçar o plano de Deus, o plano dEle para a humanidade. Precisamos nos recolher, rezar e vigiar.

Com a descida do Espírito Santo recebemos os dons de Deus. Dons que são recebidos para nos unirmos à Igreja e também à sua cabeça, que é Cristo. São recebidos para nossa vivência na Igreja de Deus, dons para viver a fé, para proclamar que Jesus é o Senhor. Os dons não são acessórios, religião não é acessório. Religião é essencial na nossa vida.

Primeira Leitura (At 2,1-11)
Responsório (Sl 103)

Segunda Leitura (1Cor 12,3b-7.12-13)
Evangelho (Jo 20,19-23)

Homilia do Pe. Reginaldo Albuquerque, pároco
Síntese por: Henrik Cecílio/Pascom

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