CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS AUXILIARES DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Celebração FESTIVA JUBILEU DE OURO

Irmã Débora Miguel
Irmã Maria Isabel Sabará
Irmã Terezinha Euzébia do Carmo

Irmãos e irmãs, quero refletir brevemente esta celebração jubilar das irmãs Débora Miguel – Maria Isabel Sabará – e Terezinha Euzébia do Carmo, sob alguns olhares, que nós como cristãos e cristãs acreditamos. Estou falando de alguns olhares que do céu tocam a terra nesta noite, são olhares que estão envolvidos no Mistério Divino. Mistério que não podemos colocá-lo todo em nossa cabeça ou coração, mas podemos nele mergulharmos e pouco a pouco irmos descobrindo as maravilhas reservadas desde sempre para todos os filhos e filhas de Deus, que nos amou e ama infinitamente, especialmente por meio de sua “presencialidade Eucarística” celebrada neste dia jubilar.

O primeiro olhar desta noite jubilar é o de Maria, invocada como, Nossa Senhora da Piedade. É a Mãe que olha para seu Filho, morto, e o tem em seus braços. Significa que ela acompanha seu filho até o fim e quanto maior for a dor e o sofrimento, mas próxima está a Mãe. Certamente foi sob este olhar de Piedade que também a Mãe acompanhou cada uma de vocês irmãs, ao longo desses 50 anos de doação, de serviço, de amor. É sob esse olhar de piedade que a mãe está presente neste jubileu. A Mãe da Piedade não só segura em seus braços maternos os filhos mortos, ela também abraça as filhas vivas, vocês, que se doam, se consomem dia a dia para dá vida aos que estão morrendo, e isso faz parte do carisma que vocês escolheram para suas vidas.

O segundo olhar deste jubileu é o de Nossa Senhora invocada pelo nome, a virgem de Lourdes, especialmente porque hoje também é o seu dia, Mas qual é a mãe que não prefere que suas filhas passem a frente, que sejam homenageadas, lembradas, exaltadas, especialmente quando são aquelas que fizeram tudo o que “Ele, seu Filho, vos disse fazer?! Assim faz a Virgem de Lourdes nesta noite, cada homenagem que lhe é feita, sinto que ela compartilha com vocês, filhas, irmãs auxiliares da piedade. Isto não é um privilégio, mas é graça da Cheia de Graça. Quem alcança a Graça da Cheia de Graça, também recebe Graça sobre Graça.

O terceiro olhar deste jubileu é o de alguém que foi canal de Deus para as suas vocações, falo do Servo de Deus Domingos Evangelista Pinheiro. Qual o pai que não se alegraria no dia do aniversário de suas filhas, e ainda mais sabendo que elas são perseverantes em seus ensinamentos e virtudes, que elas mantem ainda hoje suas obras “dispondo-se a viver a PIEDADE, AUXILIANDO aos que não tem alternativa, como cooperadoras na caridade e no bem, assumindo ser o eco da voz de seu fundador, promovendo a dignidade humana, acolhendo seu legado sendo: Nas escolas – Guardiãs e promotoras do Jeito Piedade de Educar. Nos leitos dos enfermos – Bálsamo que cura, que conforta e faz viver. Nas creches – acolhendo e defendendo a vida, encaminhando os corações das crianças para trilhar o caminho do bem. Nos lares de idosos – sendo presença e escuta, cultivando o ânimo pela vida. Nas comunidades eclesiais – anunciando na alegria, a Boa Nova do Reino de Deus!?”. Certamente, nós cremos que do céu, vosso Pai fundador, Servo de Deus Domingos Evangelista Pinheiro, se alegra muito e sua alegria contagia vossos corações, caríssimas e amadas irmãs.

O quarto olhar deste jubileu é o de vossa irmã de Congregação, que como vocês todas, também foi fiel e perseverante, estou falando da Serva de Deus Benigna Victima de Jesus, conhecida como a “Santa da Hora”, da “Salve Rainha e da Fartura”. Com a alegria no servir aos mais necessitados, não hesitava em procurar seus amigos mais afortunados para ajudá-la com os menos afortunados, mas ela não se esquecia que isso se devia a intercessão de Mãe da Piedade, A Rainha. Seu sorriso era contagiante. Certamente seu sorriso do céu toca a terra especialmente nesta noite. Penso que esta mulher, auxiliar de Nossa Senhora da Piedade, não pediu para ser beatificada ou canonizada, mas certamente desejou, pediu ardentemente a santidade para si mesma e agora também deseja e pede a Deus pela santidade de suas irmãs queridas. Isso é motivo de muita alegria.

O quinto olhar, que não estou aqui colocando em grau hierárquico, mas apenas elencando, é o de Deus. Ele mesmo diz na primeira leitura: Alegrai-vos e exultai, com “elas” (friso meu) todos vós que a amais; e ainda nos dá uma palavra de ordem quando diz: tomai parte em seu júbilo. Amadas irmãs jubilares, com muita alegria afirmo que Ele, Deus, foi o próprio, mestre sala atento a tudo e a todos, que conduziu cada ano de suas vidas, que preparou o melhor vinho, que não deixou que faltasse nada em suas vidas e nem aos seus filhos e filhas auxiliados por vocês.

Caras irmãs Débora – Isabel – e Terezinha, são sob esses olhares que celebramos, que fazemos festa nesta noite. Ela não se resume, obviamente, só a este dia ou a esta noite, mas se manifesta em cada momento desses 50 anos passados, presentes e também já futuros de suas vidas.

Nenhum presente material, por melhor e maior que seja, dado a vocês nesta noite, conseguiria descrever o total significado deste jubileu.

Olhando para a vida e os exemplos de vocês três, podemos ver bem, especialmente com o olhar da fé, que não são os presentes dados por nós a vocês, que mais alegra o coração de vocês, mas é aquele dado por vocês mesmas a nós todos.

Estou falando da vida de cada uma de vocês. Este foi o mais valioso presente que vocês foram, são e serão, para a Madre Igreja, Esposa e Corpo de Cristo, e consequentemente para nós todos que dela fazemos parte ao longo desses seus 50 anos de vida consagrada, de auxiliares de Nossa Senhora da Piedade.

Nesta Missa queremos juntos sob o olhares de Deus e de seus Santos e Santas, render graças a Deus por vocês serem esses reais e mais valiosos presentes na vida de cada filho e filha de Deus.

Demos graças a Deus por todos os frutos colhidos por meio de suas vidas.

Deus em tudo e tudo em suas mãos.

Pe. Reginaldo Albuquerque da Silva
Pároco Paróquia São Judas Tadeu

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