A Paróquia dá início às celebrações da Semana Santa com a tradicional celebração do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, que acontece no dia 14 de abril, às 7h30 da manhã, e às 18h30. Neste tempo quaresmal trilhamos o caminho do deserto, fortalecidos e purificados pelo jejum, esmola e caridade, combatemos as tentações, e nos preparamos para o júbilo pascal.

Montado num jumentinho, Jesus adentra a Cidade Santa

“Não convém que um profeta morra fora de Jerusalém” (Lc 13,33), essa frase foi dita por Jesus quando Ele tomou a decisão de subir até a cidade de “Davi, seu pai” (Lc 1,32), pois sabia que nela seria imolado. As palavras de Jesus reafirmam a relação contraditória entre os pecadores e os profetas enviados por Deus ao seu povo no antigo testamento: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir seus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo das asas, mas você não quis!” (Mt 23,37b), lamentou Jesus sobre Jerusalém. 

Jesus é o profeta por excelência, pois Ele leva à perfeição a missão que recebeu do Pai. Ele é o Messias, que “foi ungido por Deus com Espírito Santo e com poder” (At 10,38), enviado para instaurar definitivamente o Seu Reino, pois em “muitas vezes e de muitos modos, Deus falou no passado aos nossos pais através dos profetas. Nesta etapa final, Ele nos falou por meio de um Filho” (Hb 1,1). O Messias é o fruto da promessa de Deus feita a Abraão. Jesus Cristo é o Filho bem-amado, Aquele que comunicou a vontade e o Espírito de Deus, entregue livremente em favor dos homens, para que estes, desfigurados pelo pecado, fossem restituídos à imagem de Deus.

A festa do Domingo de Ramos é de certo modo uma festa de Cristo Rei, Rei-Messias. As multidões testemunharam que Jesus de fato é o descendente de Davi prometido por Deus (2Sm 7), por todos “os milagres, prodígios e sinais que Deus realizou por meio dele” (At 2,22). O “Rei da Glória” (Sl 24,7-10) não adentra a Cidade Santa montado num cavalo para conquistá-la com astúcia e poder, força ou violência, no entanto, Ele está montado num jumentinho, usado pelos pobres nos serviços mais humildes e duros, Ele veio conquistar pela humildade e pelo testemunho da Verdade. 

Jesus é o Messias, mas um messias pobre e servo de todos. O Servo Sofredor do qual falava o profeta Isaías, que mesmo sendo Deus, “esvaziou-se a si mesmo e tomou a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fl 2,7), para Salvação de todos. A Entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino realizada pela Sua morte e Ressurreição na Páscoa. Nesse dia, os súditos de Seu Reino que acolhem sua entrada na cidade são os pobres, as crianças, os humildes de coração, que entregam a Deus o “perfeito louvor é dado pelos lábios dos mais pequeninos” (Sl 8), dizendo: hosana! 

Aclamemos a Jesus, proclamamos também a nossa fé, no Cristo que nos ensina o caminho de humildade e despojamento, que fez de sua vida um serviço de amor. Com nossos ramos exultemos a alegria em receber o Senhor, manifestando que cremos no Crucificado, pois se calarem a voz dos profetas, as pedras gritarão.

(Fontes: Catecismo da Igreja Católica, Sagrada Escritura)

Por Henrik Cecílio/Pascom

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *